Archive for May, 2010

Procuramos um Production Designer/Creature Designer para o nosso primeiro projecto.

May 26, 2010

Cá está o ZOMBIE BOY by johnfsebastian.

A concepção e o design de criaturas são funções capitais para o Cinema de Terror… e são estas as pessoas que gostaríamos de conhecer em Portugal. Estamos a procura de alguém jovem e com muita imaginação… que desenhe bem e que nos ajude a pôr no papel as coisas horríveis nas quais estamos a pensar.

Quem desejar entrar nesta viagem absolutamente fascinante, que envie alguns exemplos de desenhos para o nosso mail: badbehavior@sapo.pt. Deve haver por aí alguém que sempre sonhou em nos encontrar. Pois bem… cá estamos… e desejamos conhecer-te. Estamos a preparar os futuros clássicos do cinema de terror europeu… e se calhar podes vir a fazer parte deles.

NECRONOMICON do inconfundível H.R. Giger.

Advertisements

Precisamos de um Storyboard Artist para longa-metragem de terror.

May 22, 2010

Cá está um belo exemplo: THE MIST (storyboard by Pete Von Sholly).

O terror é uma arte de precisão. Os planos e os cortes certos fazem toda a diferença entre uma cena inesquecível e uma cena banal. E num filme, tal exactidão deve ser clara para todas as áreas (produção, realização, efeitos especiais, actores, som, fotografia, montagem e etc.). Um storyboard serve para tudo isto e muito mais: trata-se de uma tradução visual e funcional (tão próxima do filme final quanto possível) que comunique tudo aquilo de que a cena trata… e até nos inspire a fazer melhor.

Ora, esperamos avançar para produção em breve e é neste sentido que gostaríamos de conhecer alguém com vontade de fazer os nossos storyboards (e talvez mais 🙂 ). Quem estiver interessado pode nos enviar um CV e (mais importante ainda) alguns exemplos de desenhos para badbehavior@sapo.pt .

É fundamental ter paixão e vontade de fazer cinema de terror. Até breve.

Alguns clássicos da literatura de língua portuguesa que ficavam bem… com zombies!

May 20, 2010

Recentemente tivemos a oportunidade de ler PRIDE AND PREJUDICE AND ZOMBIES by Jane Austen and Seth Grahame-Smith e é preciso dizê-lo: há mesmo pessoas com ideias incríveis. Realmente a ideia de reescrever um clássico da literatura adicionando zombies é algo que não ocorreria a ninguém. Os puristas podem sempre ficar descansados, pois obras como estas não têm como objectivo substituir (ou sequer concorrer com) o original. Trata-se antes de um rebuçado e um piscar de olhos aos fãs da literatura de horror – género que, como já tivemos a oportunidade de afirmar, possui um espaço muito acarinhado e popular na língua inglesa (coisa que não se passa na nossa língua – o que é uma pena porque seria certamente uma forma de fazer com que mais pessoas passassem a ler e mais).

Outro livro delicioso que chegou ao nosso boudoir (risos), foi QUEEN VICTORIA, DEMON HUNTER escrito por A. E. Moorat. Divertidíssimo! Com a reescrita da Jane Austen e outros livros como ABRAHAM LINCOLN: VAMPIRE HUNTER, também escrito por Seth Grahame-Smith, e (risos) SENSE AND SENSIBILITY AND SEA MONSTERS, escrito por Ben H. Winters (e Jane Austen LOL), torna-se claro que estamos diante de um novo género: o reenvisionment de grandes clássicos e/ou figuras históricas sob um setup de horror (zombies, demónios, vampiros, etc.).

Cá na BAD BEHAVIOR somos muito sensíveis a estas tendências e já estamos a sonhar com o dia em que poderemos afundar os nossos dentes em algumas obras-mestras da literatura de língua portuguesa… reescritas tendo em mente pessoas como nós (risos). Cá estão algumas ideias que certamente poderiam ser abraçadas pelas editoras portuguesas:

1 – OS LUSÍADAS de Luís de Camões poderia ganhar um título mais aterrador como OS LUSÍADAS À CAÇA DOS DEMÓNIOS. Não só poderíamos reescrever os dez cantos originais, como ainda poderíamos adicionar mais alguns (pelo meio dos originais ou posteriores aos mesmos). O Velho do Restelo poderia ser um zombie e o Gigante Adamastor bem poderia passar a ser “Adamastor, a Lula Gigante”. A chegada a Melinde poderia ser muito mais sensacional se os melindanos fossem vampiros e se o contacto diplomático fosse, na verdade um grande kick ass! O Canto III seria alvo de um revamp ao mostrar a looooonga sessão de tortura que D. Pedro iria infligir aos assassinos de Inês de Castro… e as guerras fernandinas passariam a se chamar “guerras infernaldinas” (talvez estas guerras merecessem um canto só para elas – o Canto IIIa). O Canto IX teria outra graça se a Ilha dos Amores estivesse infestada de crocodilos assassinos. É claro que manter a métrica seria um grande desafio… mas um demónio a gritar no meio de um decassílabo enquanto é degolado tem outra elegância!

2 – A QUEDA DUM ANJO COM UMA ESTACA DE MADEIRA ENFIADA NO CORAÇÃO (de Camilo Castelo Branco).

Nesta versão, Calisto vai para Lisboa, onde percebe que a classe política da capital foi transformada em vampiros (isto para adicionar ainda mais contemporaneidade à esta obra imortal). Torna-se amante de Ifigénia (uma caçadora de vampiros que lhe ensina tudo sobre estas criaturas) e, juntos, passam a ser o terror da noite lisboeta. A esposa de Calisto é seduzida por um primo (também vampiro) e o marido acaba por ter que matar os dois. Esta obra até pode ter uma sequela: O ANJO REGRESSA COM A ESTACA NA MÃO.

3 – VIAGENS SANGRENTAS NA MINHA TERRA (de Almeida Garrett).

Nesta nova versão, uma simples viagem entre Lisboa e Santarém nunca foi tão longa!! Carlos decide ir passar uma semana a Santarém e pelo caminho  fica a saber que uma praga de joaninhas (risos) anda a espalhar uma doença que transforma as pessoas em ninfomaníacos vampiros com lesmas assassinas à mistura… na boa tradição dos primeiros filmes do Cronenberg (RABID e SHIVERS). Como é que alguém tão genial como o próprio Garrett nunca pensou nisto é algo que nos escapa…

4 – A QUEDA DA ILÚSTRE CASA DE RAMIRES E USHER (de Eça de Queirós featuring: Edgar Allan Poe).

Cá está um encontro absolutamente fascinante entre dois grandes vultos da literatura. Gonçalo Mendes Ramires é um fidalgo ambicioso que procura obter sucesso e vantagens através de uma carreira na política. Seu amigo de infância, Roderick Usher (que sofre de hipersensibilidade à luz, hipocondria e ansiedade) convida-o a publicar um romance – o que para Gonçalo pode ser uma forma de ganhar a credibilidade que lhe permitirá saltos maiores. Gonçalo decide aceitar o convite e viaja até a casa de Roderick (situada num pântano próximo de Vila Clara). Quando lá chega percebe que a irmã do amigo (Madeline) acaba de falecer. Roderick decide depositar o corpo da irmã num mausoléu que se situa no interior da casa (mesmo por debaixo do seu quarto). Gonçalo aceita prontamente a decisão do amigo porque (primeiro) deseja avançar logo com a escrita do livro e (segundo) nunca foi muito com a cara de Madeline… e agora que ela está morta, muito menos. Os problemas começam nas noites seguintes: Roderick começa a ficar ainda mais histérico, os terrenos pantanosos brilham no escuro, há gritos estranhos pela casa e as violentas tempestades nocturnas nunca parecem terminar. Gonçalo fica possesso porque afinal, escrever torna-se mais difícil do que imaginava… e os dias estão a correr e ele percebe que não só vai perder o casamento da irmã (cujo noivo é ainda mais estranho do que Roderick) como também não vai a tempo das eleições para deputado. No final, percebemos que Madeline foi enterrada viva (ela e Roderick acabam por morrer). A casa é atingida por um raio e afunda-se no pântano. Gonçalo escapa por pouco e regressa a Vila Clara onde tenta retomar a escrita do seu romance (sem sucesso porque entretanto uma praga de gafanhotos mutantes mata toda a gente). Desiludido com o seu fracasso, eis que decide então mudar de vida: altera a última letra do nome e passa a dedicar-se a outra actividade (desta vez com maior sucesso). Happy ending e inúmeras sequelas.

5 – MACHADO DE ASSIS: O CAÇA-FANTASMAS.

Toda a gente sabe que Machado de Assis, um dos maiores nomes da literatura brasileira, odiava o Espiritismo. Mas nesta obra, o nosso protagonista também é conhecido pelos amigos como Machado “The Axe” de Assis – pela forma violenta como protege a cidade do Rio de Janeiro de uma corja de espíritos que desejam destruir o Brasil. Brás Cubas é justamente o espírito mais maléfico de todos e pelo meio da história, vamos percebendo como a luta entre os dois deixa marcas na vida do autor (que mais tarde viria a imortalizar carinhosamente o nome do seu arqui-inimigo no célebre MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS: THE ULTIMATE ZOMBIE NOVEL).

6 – OS SERTÕES E OS ZOMBIES (de Euclides da Cunha).

Esta é a reescrita de uma das obras mais importantes (se não for a mais importante) da literatura brasileira. Euclides da Cunha dividiu o livro em três partes. A primeira chama-se “A Terra” e nela, o autor faz um estudo da geografia, do solo, da fauna e da flora nordestina que nos ajuda a compreender como é que o grande problema desta região brasileira (a seca) torna-a mais propensa aos zombies do que qualquer outra parte do planeta. Como se perceberá, a seca nordestina obedece a ciclos cabalísticos (e o livro tem um foreword da Madonna, no less!). A segunda parte chama-se “O Homem”, onde o autor argumenta que o Nordestino é um produto do seu meio – o que explica os motivos pelos quais nove entre cada dez caçadores de zombies são pernambucanos. A terceira parte chama-se “A Luta” e narra com uma enorme riqueza de detalhes a Guerra de Canudos, onde o Exército Brasileiro foi obrigado a mobilizar cerca de 12 mil soldados de 17 estados para combater uma horda de zombies baianos que devoravam os vivos como se de muqueca se tratassem. Salve São Jorge Guerreiro!… Saravá Ogum!… Axé meu Pai!

E cá estão algumas ideias que, esperamos, cheguem rapidamente a uma livraria perto de si. 🙂

The Art of the Horror Movie Poster – Parte 2.

May 20, 2010

Cá está uma nova tendência que vem adicionar sofisticação e eficácia ao marketing cinematográfico: os posters animados. O mais novo exemplo deste fenómeno é a proposta que nos chega do filme BURIED (2010) realizado pelo nuestro hermano Rodrigo Cortes. O teaser-poster convencional (já chamado “dead tree media” pelos marketeers norte-americanos) é um exemplo de simplicidade ao conter toda a sua superfície em cor negra e uma minúscula imagem do protagonista dentro de um caixão – em pleno setup: enterrado metros abaixo do solo.

O poster animado do BURIED pode ser visto aqui (basta clicar no link) e transforma-se numa poderosa ferramenta de venda: possui a tagline do filme dividida em segmentos e fecha com o Ryan Reynolds a acender o seu isqueiro. Possui uma banda sonora em plena sintonia com o setup inicial… o que faz com que todo o poster se transforme num teaser com poucos segundos de duração. Grande ideia!

Provavelmente, o futuro passa por mais destes posters animados (o TERMINATOR SALVATION também tinha um poster animado muito bom – basta clicar no link para ver) expostos em ecrãs de alta definição no lugar dos posters tradicionais.

Quanto a nós: é sempre bom ver trabalhos de qualidade e aprender com eles. 🙂 Viva o cinema!

Bad Behavior + liZboa = the zombies who ate Lisbon.

May 12, 2010

Grande notícia para os fãs do terror português! 🙂

A Bad Behavior juntou-se à Vectrlab na criação do universo liZboa. Para quem não sabe, liZboa é um FPS português com zombies que já se encontra em desenvolvimento por uma equipa de fãs cheios de ideias sensacionais (pode ver o site do liZboa aqui). Encontrámo-nos recentemente com eles e foi amor à primeira mordida. Daí nasceu a ideia de trabalharmos em estreita proximidade… porque partilhamos muitas paixões e ideias frescas.

A nossa estratégia conjunta não passa apenas por mais um filme de zombies (porque o mundo já está cheio de filmes de zombies totalmente desinteressantes) nem por mais um jogo de zombies (porque o mundo… bem, vocês já perceberam). Pelo contrário, iremos trocar experiências e mais-valias de forma a darmos aos nossos públicos múltiplas experiências inesquecíveis na cidade que todos nós amamos – com zombies!

liZboa não será apenas um filme ou um jogo ou as duas coisas. Será um universo inteiro. A jornada está a começar.


%d bloggers like this: