Archive for January, 2011

Cinco curtas para guardar.

January 29, 2011

Cá estão cinco curtas para ver e guardar: cinema europeu (e não só) do melhor.

A primeira vem de Israel, chama-se “Eaten” e é realizada por Elad Rath. Trata-se de um diálogo muito bem filmado entre um homem e a sua loucura.

A segunda chama-se “This Is Me” e é uma visão bem humorada sobre o destino. Chega do Reino Unido e é realizada por Sam Arthur.

A terceira chama-se “The Art of Drowning” e é um exercício fascinante sobre o afogamento… em animação, no less! Realizada por Diego McLean, este filme chega dos Estados Unidos.

A quarta é outra pérola do Reino Unido. Chama-se “Cheese Makes You Dream” e é realizada por Kara Miller. Trata-se da história de uma visita inesperada… que corre mal.

A última chega de Espanha (aquele país tão perto e ao mesmo tempo tão longe) e chama-se “El Ciclo”. É realizada por Víctor García e possui um trabalho de caracterização muito bom.

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Filme europeu da semana: “The Cottage”.

January 24, 2011

Esta produção oriunda do Reino Unido data de 2008 mas merece ser vista (ou redescoberta) porque é bem-sucedida num campo habitualmente hostil: a mistura de comédia com terror. É verdade que muitos filmes de terror acabam sendo engraçados sem que esta seja a intenção. No entanto, basta sabermos que Reece Shearsmith (THE LEAGUE OF GENTLEMEN) está no elenco e tudo torna-se claro: apesar dos sustos, do gore e da violência… isto é mesmo para rir.

A história é simples: dois irmãos incompetentes raptam a filha de um gangster na esperança de um resgate chorudo. No entanto, a rapariga é tudo menos frágil e indefesa, e rapidamente torna a vida dos sequestradores num pesadelo. No entanto, na casa ao lado habita um maníaco serial-killer desfigurado de dois metros de altura que anda a procura de novas vítimas.

A cena em que a personagem Peter (que tem fobia de mariposas) vê-se presa num quarto repleto de mariposas que voam ao som do “Aquarium” do “Le Carnaval des Animaux” (Saint-Saëns) é hilariante!

O trailer é muito eficaz.

The Art of the Horror Movie Poster – Part 4

January 18, 2011

Já vos aconteceu olhar para o poster de um filme de terror e ter a sensação de que já viram aquilo tudo em algum lado? Nós já e temos que confessar que poucas coisas são tão irritantes quanto um designer preguiçoso que se limita a reciclar ideias que já vimos antes. Mas também é verdade que a culpa nem sempre é do designer, que tenta propor ideias originais e esbarra no distribuidor que exige algo claro, simples e directo que qualquer pessoa olhe e perceba imediatamente o que aquele filme é.

Seja qual for o caso, é aqui que surge aquele cliché visual de “vamos fazer a coisa parecer-se com uma caveira e já basta”. A lista que se segue está longe de ser exaustiva, mas dá uma ideia da questão.

CABIN FEVER (2002)

Esta é a primeira longa-metragem de Eli Roth que mais tarde viria a perceber que aquilo de que o público gosta é mesmo sangue. O filme foi um dos maiores sucessos da Lions Gate, gerou várias imitações e uma sequela (que nada mais é do que uma imitação feita por alguém que possui os direitos do título – risos). Nada mal.

ROSE RED (2002)

O que é possível saber sobre esta minissérie? Chama-se “Rose Red”, tem montes de vermelho, mete uma mansão, tem uma caveira (só pode ser uma história de terror) e tem o nome “Stephen King” em letras gigantes. Ok, está vendido.

THE DESCENT (2005)

O filme de gajas perdidas numa caverna favorito de toda a gente!!  🙂 Às vezes os melhores filmes possuem os piores posters justamente porque o conceito é tão promissor que ninguém consegue imaginar uma forma de traduzir a coisa em algo que funcione. Exemplo: como mostrar a caverna sem correr o risco de fazer o poster parecer-se com o THE GOONIES (1985) ou com um Indiana Jones qualquer? Os designers devem ter consumido dezenas de pizzas em sessões de brainstorming que aparentemente não chegaram a lado algum. O resultado é um billing block muito interessante e inovador que não consegue esconder o problema central: “como é que vendemos isto?” Finalmente alguém respondeu: “põe as gajas ao molho, faz tudo parecer uma caveira e já está”. Hmm, interessante.

SHROOMS (2007)

Cogumelos. É o que há. Sobre este filme europeu, o Variety disse: “A shake-‘n’-bake slasher movie that shows just how difficult it is to do effective, modestly budgeted horror”. O poster faz o que pode.

CHILL (2007)

Este filme é uma adaptação do grande, genial, fabuloso H. P. Lovecraft… produzido no ano em que o H. P. Lovecraft entrou em domínio público. 🙂 Desnecessário será dizer que poucos autores estão a sofrer tanto. Custa-nos acreditar que uma caveira é o melhor que se pode fazer por uma adaptação do brilhante conto “Cool Air”… mas como não vimos o filme, ficamos por aqui 🙂

CABIN FEVER 2: SPRING FEVER (2009)

Sequela-imitação do mega-sucesso. Conta-se que havia dois argumentos para uma sequela do CABIN FEVER (uma do Eli Roth e outra do Adam Green) que foram preteridas com o objectivo de permitir que alguém trouxesse “uma visão mais fresca” – coisa que o poster parece ter ignorado. Ou não?

Os posters de filmes de terror onde as coisas configuram caveiras são uma ideia muito antiga e década após década, o cliché continua a funcionar. Este post, que numa forma bem-humorada brinca com a questão, no fundo chama a atenção para uma realidade que muitos de nós às vezes esquecem: a necessidade de vender o filme para um público bombardeado por dezenas de outros filmes. Daí a opção (questionável porém mais segura) de recorrer à fórmula quando não se tem a certeza de que o produto suporta um conceito de poster mais sofisticado. Nalguns casos funciona. Noutros não.

Viva o cinema de terror! 🙂

A arte perdida da sinopse.

January 15, 2011

Nos últimos meses, temos ajudado algumas pessoas no desenvolvimento de projectos de cinema de terror e fantástico. E uma coisa que sentimos é que a maioria das pessoas trabalha com imensa pressa. Não que exista algo de errado com o querer chegar a algum lado. Muito pelo contrário, é óptimo quando existe uma vontade de ver a luz no fim do túnel. Mas o problema não é chegar ao outro lado. O problema é, antes, o estado em que lá chegamos.

Imagina que vais a caminho do Dubai num Airbus A380.  Ora, o tempo gasto no desenvolvimento do avião não culmina com a tua descolagem. Pelo contrário, ele culmina com a tua chegada (ao Dubai) vivo e num só pedaço. É para este momento que se trabalha. A descolagem é apenas mais um componente da tua chegada. Voar é bem diferente de ser arremessado.

É claro que vai voar! Mas que pergunta estúpida é esta? 😛

Portanto, a forma como chegamos ao outro lado do túnel é muito mais importante do que o mero chegar. E é neste sentido que o trabalho no desenvolvimento do projecto faz todo o sentido. Mas também aqui existem armadilhas a nossa espera. A primeira e mais grave é exactamente a pressa. E a sua pior manifestação acontece quando achamos que a história que temos para contar (na nossa cabeça) está tão consolidada que mais vale ligar os motores e partir rumo ao Dubai – porque é óbvio que vamos lá chegar… de qualquer jeito. Bem-vindos ao Cinema Português.

O trabalho sobre a sinopse é (no nosso país) um dos investimentos mais desprezados de todos – com consequências terríveis. O pensamento mais comum é “por que motivo é que eu vou gastar tanto tempo a escrever uma coisa que nunca será filmada, quando posso investir logo no guião que – este sim – será filmado?” Postas as coisas desta forma, é claro que só há uma resposta possível: avança lá então para o guião, pá! Esquece a sinopse.

Mas imagina que o teu hipotético Airbus A380 está a aproximar-se da pista de aterragem (no Dubai) e o piloto pergunta “caraças, onde está o botão que faz descer o trem de aterragem?”. Enquanto estava na pista, antes de partir, o avião estava assente sobre o trem de aterragem – logo a questão de fazê-lo baixar não se punha. Prova disto é que o único botão que existe no painel lê-se “fazer subir o trem de aterragem”. O espaço ao lado do botão está vazio. Por acaso, sentado ao teu lado, está um engenheiro da Airbus que é chamado até o cockpit. Confrontado com a dúvida do piloto, o gajo responde: “eu sabia que estávamos a esquecer qualquer coisa”.

Cá está uma óptima ideia para um concurso de TV: "So You Think You Can Land".

Seria óptimo se pudéssemos agora acrescentar um comando para fazer descer o trem de aterragem… mas já é demasiado tarde. O avião já está construído. Teoricamente até seria possível abrir um buraco no chão, chegar até o trem de aterragem e fazer o sistema todo operar ao contrário. Mas o problema em si é demasiado complexo para ser resolvido em tempo útil e o esforço requer mais meios do que aquilo que existe no momento. O avião lá terá que aterrar como está e o piloto vai tentar não sujar demasiado a pista com sangue e pedaços de passageiros – até porque há outros aviões a espera de usar a mesma pista.

É óbvio que estes sorrisos só duram até a página 30.

Entre uma sinopse e um guião, a relação é muito semelhante. A sinopse é o momento ideal para pensar todas as questões cruciais da história – da descolagem até a aterragem – e é também a fase do trabalho em que podemos fazer inúmeras alterações radicais com o mínimo de esforço criativo. A sinopse perdoa-nos todos os erros e não nos exige nada em troca. O guião, pelo contrário, é fortemente retroactivo: mudar alguma coisa implica voltar atrás e reescrever uma boa parte do que já está. E quanto mais já foi escrito, maior o esforço criativo de adequar o que já está àquilo que agora se deseja. Não é impossível e pode até haver quem consiga fazer isto sem problemas. Porém, the casino ALWAYS has the edge over the player.

É por isto que ao aproximar-se a uma velocidade de 500Km/h da pista do aeroporto é SEMPRE possível resolver o problema do trem de aterragem que nunca iria descer sozinho devido a uma falha de design. No entanto, dado o tempo que existe e os meios disponíveis, é POUCO PROVÁVEL que alguém o faça agora. A melhor altura para resolver este problema com o mínimo de custo era durante a sinopse 🙂 .

Mas a melhor parte ainda nem é esta.

"One shot".

Casos extremos como o do nosso A380 NUNCA acontecem na vida real porque – como todos nós sabemos – a indústria da aviação gasta milhões em desenvolvimento (para garantir um design tão perfeito quanto possível) e milhares de horas em testes de voo com protótipos ANTES de um A380 (ou qualquer outro avião comercial) sequer chegar às mãos de uma companhia aérea. E é aqui que está a questão central deste post: no cinema, não existem protótipos. Ou dito doutra forma, seria excelente se pudéssemos fazer o filme todo, estreá-lo um bocadinho aqui e ali, receber o feedback, chamar a equipa de volta e um mês depois estrear algo muito melhor com todos os problemas já resolvidos. Isto pode ser a norma na indústria dos transportes. Mas não nas indústrias criativas. Em cinema, cada filme (o produto final) é sempre um protótipo único que nunca terá a chance de conhecer o conforto de uma linha de produção em série. E esta, hmm?

Infelizmente, no cinema, temos que acertar à primeira. O tempo gasto em sinopses é um óptimo investimento no sentido de construir este tal “à primeira”. Mesmo quando falamos do guião como o protótipo daquilo que o filme será, a verdade é que isto é um erro porque o produtor (ou distribuidor) que lê um guião já é um cliente (o primeiro de todos). Num mundo onde a perfeição não existe, o nosso objectivo é sempre que o nosso guião seja ele próprio um produto final de qualidade – “uma história do caraças, com apenas duas ou três questões de pormenor a resolver” do que “a ideia é boa, mas temos que reescrever isso tudo”.

O guião pronto é um avião já certificado.

Para resumir tudo, criámos esta tabela de conversão muito útil que fica muito bem ao lado do computador de um argumentista, de um produtor ou de um qualquer cidadão de bem. Enjoy!

Percebe-se agora o porquê do investimento na fase de sinopse: porque quanto mais nos aproximamos do avião pronto, mais complexo e dispendioso é o ter que regressar à fase de design para corrigir seja o que for. A coisa que mais custa em qualquer mudança é a adaptação. Logo, quanto mais esforço de adaptação necessário, maior é a nossa resistência à mudança. Portanto, sigam o nosso conselho: invistam na sinopse.

Os números de 2010.

January 7, 2011

Os duendes das estatísticas do WordPress.com analisaram o desempenho deste blog em 2010 e apresentam-lhe aqui um resumo de alto nível da saúde do seu blog:

Healthy blog!

O Blog-Health-o-Meter™ indica: Uau.

Números apetitosos

Cerca de 3 milhões de pessoas visitam o Taj Mahal todos os anos. Este blog foi visitado cerca de 25,000 vezes em 2010. Se este blog fosse o Taj Mahal, eram precisos 3 dias para que essas pessoas o visitassem.

Em 2010, escreveu 61 novos artigos, nada mau para o primeiro ano! Fez upload de 249 imagens, ocupando um total de 49mb. Isso equivale a cerca de 5 imagens por semana.

O seu dia mais activo do ano foi 18 de Dezembro com 222 visitas. O artigo mais popular desse dia foi Dog Mendonça, Dark Horse e o mito sobre o que é possível fazer em Portugal..

De onde vieram?

Os sites que mais tráfego lhe enviaram em 2010 foram facebook.com, mail.live.com, linkedin.com, cinematerror.blogspot.com e tedxedges.com

Alguns visitantes vieram dos motores de busca, sobretudo por cinema de terror europeu, human centipede, bad behavior, storyboard e filme europeu.

Resolução de ano novo: que tal começar a escrever uma grande história?

January 1, 2011

A frase até pode ser um grande cliché: “ano novo, vida nova”. Mas os clichés não se tornam clichés sem algum motivo. E neste sentido, aquilo que propomos aos nossos leitores neste primeiro post do ano é algo de muito simples. Que tal começar hoje a trabalhar numa história de horror sensacional que venha a transformar-se num grande filme? É fácil pensar nas resoluções de ano novo mais comuns: frequentar o ginásio, deixar de fumar, comer alimentos mais saudáveis, divórcio e tantas outras. Mas esta resolução é muito mais simples, barata (sim, porque a crise não irá embora tão cedo) e apenas requer um pouco de tempo e paciência.

Há várias formas de começar.

LET THE RIGHT ONE IN (2008)

1 – Comece pela personagem. Não existe uma grande história sem grandes personagens. Veja, por exemplo, Oskar em LET THE RIGHT ONE IN (2008). Aparentemente trata-se de um miúdo de 12 anos como qualquer outro. No entanto, se esta personagem fosse apenas um miúdo como qualquer outro, a história não teria o mesmo interesse. A diferença está aqui: Oskar possui uma voz interior, vontades, problemas e desejos que se manifestam de uma forma clara ao ponto de criar uma ligação forte entre ele e o espectador. Nós não conhecemos o Oskar e muitos de nós podem nunca ter passado por aquilo que ele passou. No entanto, compreendemo-lo perfeitamente na medida em que tudo acerca dele faz sentido.

A SERBIAN FILM (2010)

2 – Comece pelo problema. Milos, em A SERBIAN FILM (2010) possui um problema: dinheiro. Agora junte-lhe uma oportunidade: uma velha amiga oferece-lhe a hipótese de ganhar uma soma bastante tentadora se Milos concordar em fazer um trabalho. O problema é, na prática, aquilo que pode lançar uma história da melhor maneira – se realmente for algo pungente e incontornável. Noutro filme totalmente diferente, THE WICKER MAN (1973), o protagonista possui uma missão (investigar o desaparecimento de uma rapariga) e dois problemas interligados: a) ele não consegue fazer valer a sua autoridade e b) ninguém na aldeia parece dizer a verdade e todos parecem esconder algo de horrível.

MARTYRS (2008)

3 – Comece pelo fim. Comece por fazer a seguinte pergunta: “qual seria o melhor final para este protagonista?” Ele consegue o que deseja? Ele não consegue o que deseja? Ele consegue algo que não esperava conseguir? Ele consegue aquilo que deseja e descobre que afinal deseja outra coisa? As opções podem ser infinitas, mas é excelente termos aquela que potencie todo o percurso até então. O objectivo não passa necessariamente por dar ao espectador um final que este não espera. Trata-se antes de encontrar um final face ao qual ninguém saia indiferente: MARTYRS (2008).

¿QUIÉN PUEDE MATAR A UN NIÑO? (1976)

4 – Comece pelo antagonista. O protagonista apenas será tão sensacional quanto o antagonista lhe exigir. Isto significa uma relação clara entre “poder” e “capacidade”. O antagonista tem o poder para causar todos os danos. O protagonista tem a capacidade de crescer e enfrentar os problemas (mesmo que o final resulte em fracasso). Os zombies e os vampiros, por exemplo, representam antagonistas massivos que exigem do protagonista um conjunto único de capacidades. Mas os antagonistas não necessitam de ser monstros horrorosos. Alguns dos melhores antagonistas estão em personagens que habitualmente não vemos enquanto tal. Em ¿QUIÉN PUEDE MATAR A UN NIÑO? (1976), por exemplo, os antagonistas são crianças adoráveis que habitam uma ilha espanhola – que um dia decidem matar todos os adultos.

LA HORDE (2009)

5 – Explore um espaço, um momento ou uma circunstância única. Ok, então Ángela Vidal está presa com o seu operador de câmara num prédio de apartamentos que acaba de ser selado pela polícia. E agora? Agora [REC] (2007). Ok, então os polícias e os criminosos percebem que devem necessariamente trabalhar juntos se quiserem escapar dos zombies. E agora? Agora LA HORDE (2009). Ok, então as duas irmãs começam a sentir o efeito da droga que o Dr. Heiter pôs na bebida. Não, ele não as quer torturar. O Doutor deseja muito mais: THE HUMAN CENTIPEDE (FIRST SEQUENCE) (2009).

LES DIABOLIQUES (1955)

6 – Explore a vida real. O mundo que nos rodeia pode oferecer inúmeras personagens, espaços e situações que desafiam qualquer ficção. Por si só, elas não vão além de uma nota de jornal. No entanto, podemos sempre tomar estas pequenas coisas como ponto de partida para “a tal personagem única” ou “o tal problema incontornável” que farão toda a diferença. Depois disto, deixe a ficção seguir o seu curso e não se preocupe tanto com a realidade (se a personagem deve ter a chave na mão ou no bolso – e em qual bolso?). Preocupe-se antes com a eficácia (o protagonista necessita desesperadamente de encontrar a chave – que solução resolve melhor o problema e exige mais sacrifício?). Bem vistas as coisas, Christina já teria morrido do coração ao fim dos primeiros 30 minutos do filme LES DIABOLIQUES (1955). Who cares? E será que alguém acredita que a filha do Dr. Génessier ainda estaria viva ao fim de tantos transplantes em LES YEUX SANS VISAGE (1960)? Who cares? E quanto ao Doutor Heiter, mostre-nos a centopéia sem as ligaduras e nós perdoamos-lhe tudo. 🙂

Viva o cinema de terror europeu e tenham todos um grande 2011! 🙂


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