Mestres do cinema de terror europeu II: Mario Bava.

Mario Bava (1914-1980) é provavelmente o mestre absoluto do cinema de terror europeu e um nome incontornável no género. Há precisamente 40 anos (em 1971) estreava um dos seus filmes mais sensacionais: REAZIONE A CATENA que os norte-americanos viriam a dar como título A BAY OF BLOOD e mais tarde TWITCH OF THE DEATH NERVE. Este filme, aliás, é um dos primeiros slashers contemporâneos e tanto o conhecido FRIDAY THE 13TH (1980) como a sua sequela FRIDAY THE 13TH PART 2 (1981) chegaram mais tarde a reutilizar inúmeras cues visuais e alguns murder set pieces. O filme possui ainda um dos melhores finais que já vimos num filme de terror.🙂

Mas além de ser um dos maiores autores no género, Mario Bava foi ainda um brilhante director de fotografia (na maioria dos filmes que realizou, também acumulou esta função) e operador de câmara. O seu estilo foi decisivo no surgimento do Giallo. Seu filme LA RAGAZZA CHE SAPEVA TROPPO (1963) é considerado o filme inaugural deste subgénero tão italiano. E autores como Dario Argento, Umberto Lenzi e Pupi Avati referiram inúmeras vezes o seu trabalho. Os filmes de Mario Bava foram distribuídos no mundo inteiro – sendo ele um dos autores italianos mais rentáveis de sempre. Ainda hoje podemos encontrar facilmente os seus filmes, editados e reeditados em DVD.

Reazione a Catena

Friday the 13th

Dois dos seus maiores sucessos são LA MASCHERA DEL DEMONIO (1960) e I TRE VOLTI DELLA PAURA (1963) – ambos lançados nos Estados Unidos com os títulos respectivos: BLACK SUNDAY e BLACK SABBATH (este último título, por sua vez, viria a influenciar uma conhecida banda de Heavy Metal).🙂

Vários críticos, por inúmeras vezes, notaram grandes semelhanças narrativas e visuais entre TERRORE NELLO SPAZIO (1965) e o ALIEN (1979) de Ridley Scott. Muitos chegaram mesmo a apontar o filme de Mario Bava como uma influência no filme de Scott. Mas tanto Ridley Scott como o argumentista Dan O’Bannon (este último viria a escrever e realizar THE RETURN OF THE LIVING DEAD em 1985) sempre disseram nunca terem visto o filme italiano. Isto significa que mesmo não sendo uma influência, as (aparentes) semelhanças apenas mostram o quão à frente do seu tempo estava Mario Bava – tornando-o ainda mais interessante e obrigatório.

Anos depois, Lamberto Bava viria a seguir as pisadas do pai em filmes de enorme sucesso comercial como DÈMONI (1985) e DÈMONI 2: L’INCUBO RITORNA (1986).

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