The Art of the Horror Movie Poster – Part 8.

Com estreia marcada para a Primavera de 2013, remake do clássico CARRIE (1976) de Brian De Palma, promete ser um dos filmes mais esperados do ano. É claro que será alvo de enorme controvérsia entre os fãs do género e os fãs do filme original (twice guilty here😛 ) . É claro que irá motivar páginas e páginas de comparações entre o filme de 1976 e o livro do Stephen King. É claro que será um sucesso.

Mas este post não é sobre o filme – sobre o qual ainda pouco se sabe – mas sim sobre os primeiros dois posters que recentemente foram divulgados. E note-se que estes posters (e o teaser que já se encontra online) lançados quase seis meses antes da estreia são o prenúncio de uma campanha promocional sensacional.

Os posters abaixo parecem idênticos… ou totalmente diferentes. LOL!

As duas diferenças essenciais entre ambas as versões são a quantidade e a cor do sangue na cara da actriz Chloë Grace Moretz. Na primeira versão, o sangue possui um tom achocolatado e é mais contido na quantidade. Na segunda versão, o tom é mesmo de sangue e mais abundante. Uma parte significativa das pessoas é capaz de passar por estes posters (que NUNCA são expostos lado a lado) sem sequer notar que as diferenças existem.

Estas diferenças existem porque os distribuidores norte-americanos são muito cuidadosos no tratamento com a imprensa. Os jornais, as revistas, blogs e websites não são todos iguais quanto às suas linhas editoriais. Muitas publicações não gostam de mostrar imagens demasiado violentas. É por esta razão que a estratégia promocional de certos filmes chega ao ponto de produzir imagens de acordo com cada padrão. O rosto ensanguentado de uma rapariga será certamente uma imagem demasiado forte para muitas publicações destinadas a adolescentes do sexo feminino (parte óbvia do público alvo deste filme). Daí o cuidado em produzir uma versão menos chocante.

Isto nos leva a uma questão interessante: sabemos que é sangue, mas é permissível desde que não pareça tanto. A questão não é nova. KILL BILL (2003) de Quentin Tarantino passou por um tratamento de Photoshop (risos) ainda mais radical. Alguns stills retirados do filme chegaram a possuir três versões: “sangue vermelho”, “sangue negro” e “sem sangue”.

Os posters do filme (e foram inúmeras as versões) também possuíam versões com e sem sangue conforme as necessidades (e note-se que nenhuma delas é realista quanto ao sangue – isto para um filme onde há imenso sangue).

Mas quem quiser ficar verdadeiramente espantado com o grau de cuidado que os americanos põem nestas coisas, deve ver o trailer do filme… e espantar-se com o facto de que TODAS as manchas de sangue passarem a NEGRO! Até parece que a Noiva ganhava a vida a fazer reparações em motores a diesel na Mercedes-Benz – LOL!!!

Não acreditam?

A adequação dos posters, trailers e stills ao público é algo que o cinema norte-americano leva muito a sério.

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