Archive for February, 2013

Boas leituras.

February 22, 2013

Quem deseja escrever, necessita de ler muito. Cá estão boas leituras para que curte o terror:

VOODOO TALES – THE GHOST STORIES OF HENRY S. WHITEHEAD – Henry S. Whitehead.

BEST IN HORROR VOL.23, editado por Stephen Jones.

REAL GHOST STORIES – Brad Steiger.

SYMPATHY FOR THE DEVIL: STORIES OF THE DEVIL, editado por Tim Pratt.

IMG_3150[1]

Advertisements

Vejam esta curta: DEAR BEAUTIFUL.

February 12, 2013

dear beatiful short poster2DEAR BEAUTIFUL (2007) de Roland Becerra é uma curta-metragem de animação muito bem feita cujos direitos foram adquiridos recentemente para a produção de uma longa-metragem.

Trata-se da história de um casal em crise, cuja mulher torna-se um zombie após cheirar umas flores misteriosas que aparecem um pouco por todo o lado. Brevemente o caos irá instalar-se. Há aqui uns laivos muito interessantes de filmes como THE CRAZIES (1973) e INVASION OF THE BODY SNATCHERS (1956).

Para ler: DAN O’BANNON’S GUIDE TO SCREENPLAY STRUCTURE.

February 10, 2013

12-0403 Dan O'Bannon's GuideO nome Dan O’Bannon está longe de ser celebrado ao lado de outros como Alfred Hitchcock, John Carpenter, Wes Craven ou George A. Romero. No entanto, este argumentista e realizador falecido em 2009 possui uma carreira que é simultaneamente discreta e impressionante: DARK STAR (1974), ALIEN (1979), DEAD & BURIED (1981), HEAVY METAL (1981), DUNE (a versão de Alejandro Jodorowsky), THE RETURN OF THE LIVING DEAD (1985), LIFEFORCE (1985) e TOTAL RECALL (1990) entre outros créditos. Ao longo da vida, O’Bannon deixou pelo caminho inúmeros projectos não produzidos.

Em 2012 foi publicado nos Estados Unidos o livro DAN O’BANNON’S GUIDE TO SCREENPLAY STRUCTURE – INSIDE TIPS FROM THE WRITER OF ALIEN, TOTAL RECALL AND RETURN OF THE LIVING DEAD (publicação póstuma em co-autoria com o seu assistente Matt R. Lohr). E cá está um outro Dan O’Bannon que não conhecíamos: o professor.

Este livro possui dois trunfos. O primeiro está no facto do autor gastar imenso tempo a analisar as principais obras escritas até a data habitualmente citadas no campo do screenwriting: Aristóteles, Lajos Egri, Howard & Mabley, Syd Field, Robert McKee e até Henrik Ibsen!  O segundo está no facto do modelo proposto por O’Bannon ser assustadoramente simples e fácil de compreender.

“The general definition of conflict is “a protagonist’s struggle to attain a desired goal”; my definition of conflict is “a dispute over an issue”. (…) The traditional approach, in short, is thriving-based. Mine is fight-based.”

Leitura obrigatória. 🙂

Cinco obras europeias sobre canibalismo.

February 5, 2013

O cinema europeu nos anos de 1980 e 1981 deu-nos cinco obras fundamentais para o género. A proximidade nos temas e títulos frequentemente causa confusão nos espectadores que por vezes não fazem bem ideia de que filmes estamos a falar. Para piorar a situação, naquela época era comum o facto de os filmes mudarem radicalmente de título conforme a vontade do distribuidor, da oportunidade e da necessidade de distrair os censores. Estes produtores devem ter ganho quantias de dinheiro obscenas! (risos)

cannibals

1 – CANNIBAL APOCALYPSE (1980, Itália/Espanha) de Antonio Margheriti.

Norman Hopper (John Saxon, nome incontornável no cinema de terror) vive atormentado por pesadelos que o fazem regressar ao Vietnam. Seu amigo Charlie Bukowski (risos) acaba de ser libertado de um hospital psiquiátrico e começa a espalhar um vírus canibal que torna as pessoas em… canibais! Ao contrário dos outros filmes, este nada tem a ver com tribos canibais perdidas no meio da selva. Pelo contrário, aqui a acção tem lugar em Atlanta (mas provavelmente filmado do lado de cá do Atlântico), onde os canibais urbanos revelam ecos do George A. Romero de 1978 (DAWN OF THE DEAD). A construção das personagens também evoca filmes seminais da época como THE DEER HUNTER (1978) e APOCALYPSE NOW (1979). Os efeitos de caracterização são do genial Gianetto DeRossi (RAMBO III e HAUTE TENSION).

2 – CANNIBAL FEROX (1981, Itália) de Umberto Lenzi.

Gloria é uma estudante de antropologia que viaja até a Amazónia com o objectivo de provar que não existem práticas canibais na região. Deus, como ela estava errada! (risos) No mesmo local está uma dupla de criminosos americanos cruéis que, entre outras coisas horríveis, mata a filha de um chefe local. A vingança será IMPRESSIONANTE!

3 – CANNIBAL HOLOCAUST (1980, Itália) de Ruggero Deodato.

Este não é o primeiro filme de Ruggero Deodato sobre o tema. Mas é aquele que o lançou como mestre definitivo do género. Em tempos escrevemos um post sobre este autor italiano que utiliza habilmente um estilo documental de storytelling – antecipando quase em 20 anos aquilo que hoje é o Found Footage. Um antropólogo parte para a selva amazónica a procura de uma equipa de cinema documental desaparecida. Encontra latas de filme e algo mais 🙂 . O resto é História.

4 – CANNIBAL TERROR (1981, França/Espanha) de Alain Deruelle.

Esta é a história de um sequestro que termina deliciosamente mal. O setup inicial evolui para uma história de vingança muito bem contada. O problema é a enorme quantidade de imagens retiradas de outro filme (MONDO CANNIBALE de Jesús Franco) e uns índios canibais que mais parecem franceses (alguns com perucas de polyester – LOL!). No entanto, nas cenas que são suas, o filme não decepciona. Gore galore!

5 – MONDO CANNIBALE  (1980, Espanha/Itália/França) de Jesús Franco.

Família americana é atacada por canibais no Brasil. A esposa é devorada e a filha é sequestrada. Passados anos de tratamento psiquiátrico, o protagonista (o marido) consegue juntar uma entourage de gente rica com o objectivo de um safari amazónico. Como é desejável 😀 , segue-se um massacre e a descoberta: a menina que fora sequestrada agora é adorada pelos canibais como uma deusa. Jesús Franco nunca decepciona.


%d bloggers like this: