Archive for the ‘Literatura de Horror’ Category

A Cidade dos Livros.

August 24, 2014

De visita à Portland, Oregon, estivemos na Powell’s Books, ou como é chamada, a Powell’s City of Books – aquela que é considerada a maior livraria independente de livros novos e usados do mundo. Trata-se de um lugar impressionante, com milhões de volumes todos para venda num espaço lindo de mais de 6000 metros quadrados.

Powell's City of Books

Uma olhada no mapa poupa tempo.

A primeira coisa que chamou a nossa atenção foi o facto de – ao contrário do que acontece nas livrarias de Lisboa – o espaço ser frequentado por muita gente. E de todas as idades. Aliás, a primeira impressão não foi a estarmos numa livraria, mas sim numa loja que vende conhecimento. Ou talvez melhor ainda: experiências criativas.

A “cidade” está dividida em salas e pisos cuidadosamente organizados, onde o cliente encontra-se facilmente cercado daquilo que lhe interessa. Poesia, romances, ciências, banda desenhada, livros raros, tudo lá está representado. Autores contemporâneos chineses? Sim. Softcore erotic pulp dos anos 60? Sim.

Cthulhu Avenue :-)

Cthulhu Avenue 🙂

Mas o espaço possui três secções verdadeiramente imbatíveis que nos interessam particularmente: banda desenhada, horror e ficção científica. Basta ir até a Avenida Cthulhu (e corredores próximos) e fica-se prisioneiro de qualquer coisa imperdível. E como não podia deixar de ser, o staff é composto por gente que sabe o que está a vender. Basta olhar casualmente para qualquer prateleira e apanha-se logo um “staff’s pick” onde alguém explica o motivo pelo qual devemos arriscar uma obra ou outra. Na secção de banda desenhada, há uma parte inteiramente dedicada às obras banidas e censuradas, onde se explica onde a obra foi banida e o porquê. Fascinante!

A secção de livros de Cinema é outra jóia, com livros sobre todos os temas possíveis. Os preços? Bastante acessíveis se optarmos por versões usadas (que em quase nada diferem das versões novas). Incrível.

A secção de livros de cinema possui um corredor sem fim.

A secção de livros de cinema possui milhares de títulos.

A Powell’s é uma livraria inteiramente situada no século XXI, que percebeu que o seu negócio não é simplesmente “vender livros”. O seu negócio é vender-se a si própria como um lugar onde temos vontade de estar horas e horas a procura daquilo que queremos – até encontrarmos. 🙂 E mesmo que não estejamos a procura de algo, algo irá nos encontrar. 🙂 É impossível sair-se da loja de mãos vazias.

Temos muito a aprender em espaços como este.

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O que estamos a ler: MY FRIEND DAHMER.

January 22, 2013

My-Friend-DahmerMY FRIEND DAHMER de Derf Backderf, publicado em 2012 pela Abrams ComicArts, é uma graphic novel fascinante e uma grande surpresa. A história gira em torno do próprio autor, num período entre 1976-79, quando Backderf e Jeffrey Dahmer eram colegas num Liceu do Ohio. Jeffrey Dahmer, para quem não se recorda, ficou célebre após ter sido preso em 1991 pelo  assassinato de 17 rapazes e homens.

Em cerca de 200 páginas Backderf oferece-nos um olhar sincero sobre a vida desastrosa do jovem Dahmer – a ausência de relações, os primeiros impulsos e tentativas de assassinato, as fantasias reprimidas e a solidão. E tudo isto sem o desculpar. O livro não apresenta uma história completa, mas sim um conjunto de episódios compilados de forma relativamente sequencial que constroem, peça por peça, o puzzle impossível da mente de um futuro assassino. De episódio em episódio, somos conduzidos pelo próprio Backderf que se baseia nas suas próprias memórias, nas recordações de amigos e familiares (o próprio pai de Dahmer escreveu um livro sobe o filho), e ainda nos depoimentos de Jeffrey Dahmer, já depois de preso.

my friend dahmer page

Ao longo dos inúmeros episódios (no fim do livro, o autor ainda oferece informação adicional sobre cada um deles) Backderf questiona-se constantemente sobre a impenetrabilidade da mente de Dahmer e a incapacidade de todos em perceber a dimensão que o monstro, pouco a pouco, estava a ganhar. Há ainda um certo sabor a culpa na medida em que o autor revela algum lamento por não se ter esforçado mais na tentativa de salvá-lo – sabendo ao mesmo tempo que tal seria impossível. O livro é ainda um retrato muito curioso de um Liceu no final dos anos 70: sem internet, computadores nem jogos de vídeo – uma vida totalmente diferente daquilo que temos hoje. É incrível como 1978 parece 1878 quando olhamos para o quanto as coisas mudaram em pouco mais de 30 anos. Outras coisas, pelo contrário, parecem iguais: onde é que andam os pais?

Jeffrey Dahmer morreu na prisão, em 1994.

Esta graphic novel teve os direitos adquiridos para cinema. É sempre bom ver grandes obras e grandes artistas a ganhar dinheiro. Backderf possui ainda um blog: MY FRIEND DAHMER – THE BLOG, onde podemos conversar com o autor.

Fantasy & Co.

June 3, 2012

Ficámos a saber através de amigos da criação do blog FANTASY & CO que segundo o próprio, “…é um projecto que resulta da colaboração de vários escritores portugueses da literatura fantástica, e que tem como objectivo difundir este género literário, bem como o de divulgar o trabalho dos intervenientes.”

Sensacional!

Já lá estivemos a ler o primeiro post e estamos com vontade de ler mais. Cá na BAD BEHAVIOR acreditamos que, tal como acontece com o cinema fantástico, a literatura fantástica é sistematicamente subvalorizada pelo mercado editorial português. É pena porque trata-se de um género muito rico, diverso e com um forte potencial criativo e comercial.

Viva a literatura fantástica de língua portuguesa! 🙂

A Bad Behavior deseja a todos uma excelente Páscoa!

April 8, 2012

Este bem poderia ser um daqueles coelhinhos bem fofinhos que as crianças tanto adoram.

Mas este é ligeiramente diferente. 🙂

Queremos ver esta curta portuguesa produzida: The Tourist.

February 29, 2012

Os nossos amigos da Roughcut estão a angariar dinheiro para uma curta de terror portuguesa imperdível. Para isto, eles criaram uma página no IndieGoGo (http://www.indiegogo.com/The-Tourist). O vídeo de introdução que eles fizeram está irrepreensível e mostra sem qualquer sombra de dúvidas que este é um projecto que merece MESMO ser produzido. O objectivo é conseguirem apenas $7000 (cerca de €6000) para cobrir custos com actores, produção e algum equipamento. Não é muito dinheiro, mas é uma ajuda preciosa.

THE TOURIST de Micael Espinha e David Gabriel parece ser um projecto todo especial, com tudo aquilo que gostamos de ver numa curta de terror: criatividade, talento e montes de paixão. Basta sentir a atmosfera do teaser para vermos que esta equipa merece mesmo ter este filme feito.

Guys, you are doing it the right way! 🙂

Bandas desenhadas a não perder!

January 3, 2012

De férias, a reabastecer os nossos stocks banda desenhada numa das nossas lojas favoritas, a fantástica Atomic City Comics, encontrámos coisas sensacionais que desejamos partilhar. A loja é um autêntico paraíso.

1 – DAYBREAK (de Brian Ralph)

Esta banda desenhada tem um desenho lindo, muito simples e claro. Conta a história de um rapaz sem um braço que fala directamente com o leitor – que passa a ser uma personagem da história. Por outras palavras, esta é uma banda desenhada singular pelo facto de ser na primeira pessoa (o leitor e a personagem que tentam sobreviver). O mundo está destruído e os zombies estão por todo o lado. Mas as pessoas que encontraremos pelo caminho também não são nada simpáticas e teremos que tomar decisões muito difíceis. Esta é uma banda desenhada extremamente violenta… e por vezes propositadamente confusa (tal como nós estaríamos se estivéssemos a vivê-la). Imperdível!

2 – PIXU – THE MARK OF EVIL (de Gabriel Bá, Backy Cloonan, Vasilis Lolos e Fábio Moon)

“Pixu” conta várias historietas interligadas que têm lugar num velho prédio de apartamentos. E todas elas estão já perto do fim quando o livro começa… e uma por uma as personagens vão sucumbindo em momentos de terror lindamente bem planeados. Dois dos autores são brasileiros (uma agradável surpresa).

3 – THE COMPLETE ALAN MOORE FUTURE SHOCKS (de Alan Moore, Dave Gibbons, John Higgins e muitos outros)

Sempre quisemos ter esta colecção completa… que acreditamos ser uma das experiências mais incríveis que já lemos. O Alan Moore não necessita de apresentações… e é um prazer mergulhar neste mar de pura inspiração. E os desenhos são lindos! THE REVERSIBLE MAN é do melhor que já lemos. Uhhh… isto esmaga! 🙂

4 – DEAR CREATURE (de Jonathan Case)

Grue é um monstro marinho que, cansado de devorar pessoas, decide fazer parte do mundo que o odeia. E ao conhecer Giulietta, encontra finalmente o amor. Mas onde quer que Grue vá… a morte segue-o – afinal, ele é mesmo um monstro. Esta graphic novel é uma mistura de Shakespeare com THE CREATURE FROM THE BLACK LAGOON. Fascinante! E os desenhos também são lindos, num estilo que nos remete para o TALES FROM THE CRYPT e tantos outros clássicos.

5 – AWAKENING OMNIBUS (Nick Tapalansky e Alex Eckman-Lawn)

Aqui temos toda a série reunida no mesmo volume. Zombie Noir! Esta edição traz ainda um conjunto significativo de extras que nos ajuda a entrar no processo criativo. O trabalho que estes desenhos devem ter custado…

6 – THE DYLAN DOG CASE FILES (Tiziano Sclavi, Mike Mignola, Angelo Stano e Andrea Venturi)

São quase 700 páginas de Dylan Dog. Levem isto numa viagem de avião e sete horas parecem durar uns meros 20 minutos… and drinks. E se pensarmos que este livro custa uns míseros 25 dólares, a matemática torna esta proposta irrecusável. São apenas $0,03571429 por página… que em euros são cerca de €0,02571429 por página… o que dá quase €0,12857143 por cada metro linear de Dylan Dog. But I digress… o Filipe Melo ia passar-se com isto. 🙂

7 – FAIL OF THE DEAD (Fred Perry)

Conduzimos durante uma hora até encontrar uma loja que tinha esta BD para vender (que aparentemente encontra-se esgotada em todo o lado). A única coisa que não gostámos mesmo nada foi o facto de ela ser tão curta (26 páginas). No entanto, o conceito é brilhante: afinal os zombies também se enganam e tomam decisões desastrosas… como o grupo de zombies que decide esconder-se num grande caixote de madeira prestes a embarcar… no Titanic! Ou o zombie que acha que consegue chegar até as pessoas através de um caminho no esgoto que o leva até sair… de uma sanita! Ou o zombie obeso que procura por pessoas num restaurante de fast food enquanto as pessoas (espertas) escondem-se num restaurante vegetariano (onde o zombie obeso jamais iria). Enfim… um conceito que merecia 300 páginas. Humpf!

8 – DARK HORSE PRESENTS……… estava esgotado. 😀

 

Para ler: Monsters in the Movies.

January 2, 2012

MONSTERS IN THE MOVIES é um livro obrigatório não apenas por tratar-se de uma compêndio de todos os monstros (e sucedâneos) que conhecemos, mas também pela forma fresca, directa e ao mesmo tempo apaixonada com a qual o grande John Landis nos apresenta o tema. E quem melhor do que o realizador de AN AMERICAN WEREWOLF IN LONDON (1981) para nos levar numa tour ao longo de um século de criaturas medonhas?

É claro que a carreira do John Landis no cinema de terror é muito específica. No entanto, tal não significa que ele não seja um grande especialista – dono de um conhecimento enciclopédico  – no género. Mas esta obra, além de relativamente exaustiva nos filmes que cita, é também bastante completa na classificação e categorização dos monstros.

E sendo ele próprio um nome incontornável no cinema norte-americano, John Landis oferece-nos ainda uma mão cheia de pequenas entrevistas com outros nomes incontornáveis como Sam Raimi, David Cronemberg, Rick Baker e outros.

Cá está uma excelente compra!

Uma ideia para 2012: ler mais. Aprender mais.

January 1, 2012

Notícias sobre “Os Senhores do Areal”.

December 2, 2011

Entrou em pré-produção o projecto OS SENHORES DO AREAL – um filme realizado por Jorge António, desenvolvido cá nos domínios da Bad Behavior 🙂 pelo Paulo Leite e adaptado a partir da obra do escritor angolano Henrique Abranches. A produção é da Cinemate. Os trabalhos de reperage e casting já arrancaram em Angola. Trata-se de uma produção subsidiada pelo Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA) – cujo júri provavelmente sucumbiu às drogas alucinogénias com as quais impregnámos as folhas do projecto.

O processo de desenvolvimento e escrita do argumento durou cerca de dois anos. Começou em 2009, quando o realizador convidou Paulo Leite para desenvolver o projecto. O diálogo entre ambos foi intenso na medida em que antes de começar o trabalho de escrita, era necessário definir alguns elementos fundamentais como as referências, a atmosfera, os locais de rodagem, as modificações ao texto original e (não menos importante) qual o objectivo – o filme que se desejava obter.

Ao longo de vários meses a adaptação foi crescendo de sinopse em sinopse, de tratamento em tratamento e de versão em versão.

O guião possui duas histórias que decorrem paralelamente, porém em décadas distintas. Ambas possuem em comum o mesmo espaço: a Baía dos Tigres – uma ilha ao sul de Angola onde no passado (anos 50) existiu uma prisão. Aliás, esta é a primeira história e o seu protagonista chama-se Pêra d’Aço, um preso político que observa lentamente o fantástico levar a melhor sobre todos 🙂 A segunda história passa-se na actualidade. A Baía dos Tigres é agora um grande estaleiro de obras, onde uma grande empresa angolana chamada Constaleiro pretende abrir um grande resort com hotéis de luxo, campos de golf… everything money can buy.

Lindo, não é? Mas não se preocupem. Não vai durar muito.

No entanto, 🙂 a Natureza fantástica do local e o passado sangrento da velha prisão não vão em conversas e prometem tratar os angolanos endinheirados de Luanda com a mesma crueldade com a qual enxotou os portugueses. Pedro Mbala é um jovem executivo da Constaleiro que vai até a Baía dos Tigres com o objectivo de perceber o motivo pelo qual os trabalhadores estão a morrer.

Como é óbvio, não queremos spoilers num projecto desenvolvido cá por nós 😛 No entanto, podemos sem dúvida alguma afirmar que esta será provavelmente a produção portuguesa mais complexa de sempre. O desafio desta produção será impressionante e esperamos que os espectadores portugueses fiquem surpreendidos com aquilo que nós escrevemos.

Quem curte cinema de terror vai ter uns cem minutos muito bem passados. 😀

Então digam lá se não há aqui um grande filme de terror a espera de ser produzido!

Sobre o Dog Mendonça e Pizzaboy II e a força das Indústrias Criativas.

November 13, 2011

No último Domingo, estivemos no Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora (FIBDA) com os nossos amigos Filipe Melo, Juan Cavia e Santiago Villa no lançamento do grande, soberbo, supercalifragilisticexpialidocious AS EXTRAORDINÁRIAS AVENTURAS DE DOG MENDONÇA E PIZZABOY II: APOCALIPSE. E mais: soubemos que a BD bateu o recorde de vendas no evento. A sessão de autógrafos decorreu lindamente. E mais: ainda houve tempo para uma sessão de perguntas e respostas e uma visita guiada pela exposição dedicada ao projecto.

Cá está um pequeno vídeo da apresentação:

No ano passado, escrevemos um post acerca do convite feito pela Dark Horse Comics para publicação de histórias originais do Dog Mendonça que seriam publicadas na série DARK HORSE PRESENTS. Do nosso ponto de vista, reiteramos a ideia de que não há limites para aquilo que podemos fazer em Portugal se tivermos um conceito de qualidade traduzido num produto verdadeiramente diferenciador.

Cá está um esboço que roubámos descaradamente de uma versão inicial que tivemos o prazer de ver. 🙂

Portugal atravessa um período complexo da sua vida económica e as INDÚSTRIAS CRIATIVAS possuem uma vantagem face a todas as outras: nós produzimos tudo do nada. Somente nós conseguimos produzir riqueza a partir do zero, utilizando matérias-primas inesgotáveis: as ideias. E mais: não só o trabalho criativo depende de nós, como também depende de nós a criação das formas de exploração daquilo que criamos.

Até hoje, Portugal tem investido muito pouco nas Indústrias Criativas – o que é um erro se pensarmos no quão baixo é o investimento necessário para um trabalho criativo de excelência. Um exemplo disto é o facto de o Filipe não ter necessitado de funcionários, de máquinas ou de uma estrutura pesada para criar o universo do Dog Mendonça. Numa altura em que o dinheiro para investir é escasso, o nosso país deve olhar com atenção para as Indústrias Criativas pois é aqui que nasce um país exportador e rico (com o mínimo de recursos).

Mas que coisa estranha é esta das Indústrias Criativas? Na verdade, elas são cerca de 15 e podem ser agrupadas segundo estes subsectores: (1) Publicidade, (2) Arquitectura, (3) Arte, (4) Crafts, (5) Design, (6) Moda, (7) Cinema, (8) Música, (9) Artes Performativas, (10) Publicações, (11) Pesquisa e Desenvolvimento, (12) Software, (13) Brinquedos e Jogos, (14) Televisão e Rádio e (15) Videogames. Todos estes subsectores CRIAM RIQUEZA em um (ou mais) de quatro domínios específicos: (1) Direito de Autor, (2) Patente, (3) Marca Registada e (4) Design. Querem um exemplo? No ano de 1977, a empresa que mais contribuiu (via impostos) para o Estado Sueco não foi a Volvo. Foram os ABBA.

Aliás, enquanto a Volvo atravessa problemas, os ABBA não necessitam de investir um cêntimo, pois a mera gestão dos direitos de autor de mais de uma centena de canções (algumas clássicas) rende milhões de euros todos os anos. E algumas delas voltaram ao top de vendas 35 anos após terem sido compostas graças ao filme MAMMA MIA (2008) de Phyllida Lloyd. Agora vem a pergunta: quantas tecnologias continuam a dar retornos substanciais ao fim de 35 anos? E o que dizer do Harry Potter? Um dia a senhora J. K. Rowling (que segundo dizem é a mulher mais rica do Reino Unido) sentou-se para escrever “mais um livro”. O resto não é apenas História: são direitos de autor vendidos no mundo inteiro, uma marca registada que vale milhares de milhões de euros e licenças vendidas a milhares de empresas em todo o mundo. Aliás, para dar uma ideia de como uma simples (risos) “ideia” é capaz de se transformar numa indústria em si, leiam este artigo: The Trouble with Harry, e este: Warner Bros. and the Magic of Harry Potter.

Portugal necessita de olhar para a Indústrias Criativas com muita atenção e CRIAR CONDIÇÕES para que se possa criar RIQUEZA com aquilo que podemos criar. E o melhor é que isto não custa muito dinheiro. Aquilo do qual necessitamos é de algo que nunca tivemos: UMA ESTRATÉGIA.

Parebéns ao Filipe por mais um livro. Agora queremos o terceiro!! 😛


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